É da outra que vos falo


O motivo pelo qual escrevo dessa vez é saudade. Mas não é aquela saudade fútil que sentimos rotineiramente.
Eu futilizei essa saudade (e não é a que eu quero encontrar), porque ela é pobre, tola. Medíocre. E quer saber? Dessa saudade eu cheio porque não faz doer.
Eu tenho um enorme desejo de passar por todos os sentimentos com a maior intensidade possível. Queria ter a sensação de não aguentar viver longe de alguém. É claro que sempre dá pra viver longe de alguém, ora. Porque apesar de longe de uns, ainda estamos perto de outros alguéns importantes. Além disso temos telefone, internet, correios em qualquer lugar. Se sentimos essa saudade tola que mencionei agora há pouco, é porque fazemos por merecer.
Queria ser pressionado a sentir essa saudade que verdadeiramente dói. Essa saudade sem válvula de escape, sabe? Não ter a dor que é "não-ter" é frustrante pra mim. Na verdade tudo se torna possivelmente frustrante quando não tenho o poder de mudar; o poder de ter por querer.

Já chega dessa saudade que consome por comodismo, por mimo. Eu quero mais. Eu quero ir a fundo. Eu quero verdadeiramente poder pedir socorro; pedir ajudar porque preciso mesmo, e não por ter preguiça de me salvar.

Foi falado, foi postado [11]

Eu: 'Bora, escreve aí What's your name?.
Gabrielle: 'Tá, já escrevi. E agora?
Eu: Agora responde.
Gabrielle: Mas como eu respondo? I'm e o meu nome?
Eu: É, Gabrielle.
Gabrielle: Só I'm Gabrielle?
Eu: Pode ser, mas nos Estados Unidos, quando se está num momento de apresentação, eles costumam falar o primeiro e o segundo nome.
Gabrielle: Mas o segundo nome? Não é o último?
Eu: É. É isso que eu quis dizer. O primeiro e último nome.
Gabrielle: Até porque se eu fosse falar o primeiro e segundo nome ficaria I'm Gabrielle Da.
Eu: O quê, Gabrielle?
Gabrielle: É. Gabrielle Da. Meu segundo nome.
Eu: Tu estás ficando doida? Que Da é esse, já?
Gabrielle: Sim, meu nome é Gabrielle da Silva Rocha Patrício.
Eu: Meu Deus. Não acredito no que acabei de ouvir.

(depois de 5 minutos rindo consecutivamente, voltamos aos estudos)

Nada à deriva.

Acordar às 5:30 ao som de Going Under e do sabiá do vizinho; tomar banho às 5:35; pegar a primeira roupa que vê pela frente às 5:45; tomar nescal às 5:50; escovar dentes, arrumar a mochila, lembrar-se do pen-drive, pentear cabelo (?), pegar dinheiro e sair de casa às 6:00; chegar à parada às 6:05; pegar o ônibus às 6:10; chegar ao portão 3 às 7:20; chegar ao Instituto de Letras e Comunicação (ILC) às 7:30; sentar e tentar terminar de ler um livro às 7:35; entrar no laboratório e acessar o G1 às 7:40; rir da cara do pessoal que sabe que a aula será um martírio e esperar a aula começar às 8:00; ouvir o Dutra falar de suas experiências às 8:15; ouvir a Katherine lendo, como sempre, o texto que ele pede às 8:40, ler o tópico seguinte do texto às 8:50; rezar 'pra terminar a aula às 9:00; andar não sei 'pra onde e ver as maquinárias que eram usadas 'pra fabricação do jornal às 9:15; agradecer por ter terminado a aula às 9:30; voltar ao portão 3 às 9:40, pegar ônibus de volta às 10:00; dormir e sentir vergonha por ter dormido às 10:25; descer do ônibus às 11:10; chegar em casa e comer um misto às 11:05; dormir em cima daquele livro que tentava terminar de ler às 11:30; acordar para almoçar às 12:30; comer peixe frito e farofa às 12:45; tomar banho à 13:00; acessar à internet às 13:20; dar aula 'pra Gabi às 16:00; tomar outro banho às 17:15; comer hot dog às 17:30; estudar rápido a fala da peça às 17:45; ir à parada às 18:00; pegar ônibus 18:10; chegar ao Webster às 18:15; continuar a estudar às 18:20; começar a aula às 18:30; terminar a aula às 20:00; passar o texto da peça às 20:05; voltar 'pra casa às 20:40; entrar rápido na internet às 21:00; ver TV às 22:00; comer às 22:30; decepcionar-se pelo fato da Priscilla Borges ter saído do Ídolos às 23:30; tomar outro banho às 23:45; pensar quais meu horários de amanhã às 23:50; dormir às 00:00.

Foi falado, foi postado [10]

Flávio: Olha! Legal tuas havaianas. Eu vi uma dessas lá na Yamada da Pedro Miranda.
Priscila: Eu comprei na loja das havaianas mesmo.
Flávio: Onde?
Priscila: No Rio. Ela brilha no escuro, sabias? Ainda é nova. Pensei que aida não tinha aqui.
Flávio: É, eu vi por lá. Tinha dessas aí rosa-choque e umas de homem com umas caverinhas que brilham no escuro. Sabes qual é?
Priscila: Sei. Ela tem uma. Mostra aí pra ele, Alessandra.


(depois de uns 3 minutos sem graça. Voltei 'pra sala)

Foi falado, foi postado [9]

Eu: Marina, já viste aquela lanchonete que abriu ao lado da lanchonete mesmo?
Marina: Sim, por quê?
Eu: Viste a mulher de lá?
Marina: Não. Que que tem ela.
Eu: Uma loira..
Marina: Não, Flávio, mas o que há com ela?
Eu: Ela vive dando em cima de mim. É taradona, tá?

(risos)

Marina: Olha, Flávio, aproveita. Assim tu comes tudo de graça.
Eu: Eu não! Tu já viste como ela é? Feiona. Ela não vale esse esforço. Prefiro pagar pra comer.
Marina: A comida ou uma loira?
Eu: As duas coisas.

(
risos)

Foi falado, foi postado [8]



Passageiro: Olha aqui, ô babaca, não grita comigo não. É por isso que vocês amanhecem com formiga na boca.
Motorista: Isso é uma ameaça?
Passageiro: Eu não ameaço. Eu faço.

Merece


Não tinha como não por aqui essa frase do filme Marley & Eu. Talvez tenha sido a primeira postagem não escrita por mim, apesar de já ter rabiscado algo sobre eles. Pois bem, cá está: "Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e alimento já são o suficiente. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre, esperto ou não, inteligente ou não. Entregue o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas nos fazem sentir extraordinários?"
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