Foi falado, foi postado [10]

Flávio: Olha! Legal tuas havaianas. Eu vi uma dessas lá na Yamada da Pedro Miranda.
Priscila: Eu comprei na loja das havaianas mesmo.
Flávio: Onde?
Priscila: No Rio. Ela brilha no escuro, sabias? Ainda é nova. Pensei que aida não tinha aqui.
Flávio: É, eu vi por lá. Tinha dessas aí rosa-choque e umas de homem com umas caverinhas que brilham no escuro. Sabes qual é?
Priscila: Sei. Ela tem uma. Mostra aí pra ele, Alessandra.


(depois de uns 3 minutos sem graça. Voltei 'pra sala)

Foi falado, foi postado [9]

Eu: Marina, já viste aquela lanchonete que abriu ao lado da lanchonete mesmo?
Marina: Sim, por quê?
Eu: Viste a mulher de lá?
Marina: Não. Que que tem ela.
Eu: Uma loira..
Marina: Não, Flávio, mas o que há com ela?
Eu: Ela vive dando em cima de mim. É taradona, tá?

(risos)

Marina: Olha, Flávio, aproveita. Assim tu comes tudo de graça.
Eu: Eu não! Tu já viste como ela é? Feiona. Ela não vale esse esforço. Prefiro pagar pra comer.
Marina: A comida ou uma loira?
Eu: As duas coisas.

(
risos)

Foi falado, foi postado [8]



Passageiro: Olha aqui, ô babaca, não grita comigo não. É por isso que vocês amanhecem com formiga na boca.
Motorista: Isso é uma ameaça?
Passageiro: Eu não ameaço. Eu faço.

Merece


Não tinha como não por aqui essa frase do filme Marley & Eu. Talvez tenha sido a primeira postagem não escrita por mim, apesar de já ter rabiscado algo sobre eles. Pois bem, cá está: "Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e alimento já são o suficiente. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre, esperto ou não, inteligente ou não. Entregue o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas nos fazem sentir extraordinários?"

Foi falado, foi postado [7]

Ela : Sim, o que há nessa tua casa, já!? Todo mundo passa e fica olhando. Eras!
Eu: Larissa, ele é meu tio. Pai da Jamille.


Ambos caíram na gargalhada.

Meu Círio

Foi exatamente há uma semana que tive que me acordar às 5 da manhã e (sobre)viver aquele longo percurso. Foram horas e horas de cansaço, mas tudo por uma boa causa, claro. Era o segundo domingo de outubro e minha primeira vez lá.
Saí de casa com a certeza de que aquilo seria inesquecível (eu sempre tenho medo de coisas que me parecem ser inesquecíveis). Eu precisava refletir sobre todos aqueles anos de estudos, de esforços que, graças a Deus, não foram em vão. E ela, sim, poderia me ajudar.
Logo de manhã já se via que o sol estaria forte. E fui rumo a ela. Estava lá. E por vezes durante o percurso parecia ser estar inalcansável.

O caminho sempre muito dificultoso, e com isso não era raro ver pessoas se segurando uma nas outras em determinados momentos. Minutos se passavam e todos ansiosos em vê-la. Ela sempre linda e quase inatingível pelos homens. Pessoas de todos os lugares do Brasil vêm vê-la anualmente, porque falar do Pará é citar, ao menos, essa obra de Deus.
Não foi fácil para ninguém. O caminho era agoniante, o sol queimava minha pele. Uma via sacra.
Não reclamei sequer uma vez, pois era uma alegria estar lá pela primeira vez e admirar aquela beleza lapidada por Deus. Só fiz agradecer por tudo. Tudo foi lindo. E ela, a ilha de Algodoal, mais ainda.

Por conseguinte

 

Ele sabia que tinha jurado eternidade e prometido que a saudade não seria tão petulante ao ponto de machucar, mas não fazia nada para reverter a situação. Tinha tempo. Faltava-lhe vontade; boa vontade.
Uma ligação já era válida, mas gastar três minutos ao telefone é perder 3 minutos de Internet, é perder o começo de um filme, uma música no rádio. Ora, não dava mais para perder tempo com coisas importantes. O que poderia ser conveniente com aquelas juras inefáveis era terror para sua rotina. Falar com pessoas especiais era um transtorno. Melancolias desnecessárias e por vezes duvidosas.
A visita era esporádica, e só vinha quando não mais existiam desculpas. Estudar era a principal. Ora, por ironia do destino foi o próprio estudo quem os uniu; agora é o que os separa. Bem feito.
Juraram amizade eterna, usavam elogios demasiados, mas se acomodaram com a troca de 3 palavras pelo mundo virtual. Era dali que um sabia da vida do outro. E nem era por curiosidade, era por estar lá. Para quem quisesse ver.
Não deram tudo de si. Não fizeram tudo o que poderiam fazer. A graça acabou, o choro estancou. Palavras se foram e as juras só as orelhas amassadas do caderno podem comprovar.
A saudade já pensa duas vezes antes de ferir. As lembranças torcem para não virarem pó. Mas é isso: dor, hipocrisias. Amizade.
2009 Avulso - Powered by Blogger
Blogger Templates by Deluxe Templates
Wordpress theme by Dirty Blue